Oi Professor!
Passei pelo site sobre Literatura de Cordel que você mantem com o professor Valentim a propósito de um trabalho da faculdade. Inclusive, uma colega já te escreveu buscando sugestão de como apresentar o trabalho.
Só tinha ouvido falar, mas com essa proposta de trabalho, precisei pesquisar sobre Cordel e descobri coisas incríveis. É tanta riqueza, tanta história e tão pouca gente conhece.
O site de vocês mostra que há o "estímulo ao resgate da literatura de Cordel...". Como sobrevive o Cordel na região Nordeste? (antigamente sabemos que era muito forte, mas e hoje?)
Também gostaria de saber sobre como o Cordel é apresentado hoje.(Li num livro que eram feitas rodas onde o vendedor contava a história deixando um suspense no final). É cantado? Declamado? Onde? Qual o contexto?
Você, como Cordelista aí da Paraíba (foco dessa arte), se inspira no que? Ainda nas histórias de Lampião e Maria Bonita? Qual o tema dos seus cordéis? Envolvem política, romances, sociedade?
Talvez não seja preciso ler muito para saber que o Nordeste do Brasil é farto em cultura popular, criatividade. Na sua opinião, por que a Literatura de Cordel (ou os "folhetos") chegou de Portugal e como que "estacionou" no Nordeste? (Em São Paulo ou Rio, pelo que sei, quase não se houve falar em Cordel, e são raros os lugares onde a gente encontra). E mesmo que tivesse presença marcante em SP, por exemplo, creio que não teria a mesma força do Cordel do Nordeste. Que força, que características únicas seriam essas?
Desde já agradeço dizendo que me encantei com o que li sobre Cordel e que nossa pesquisa está sendo produtiva.
Abraço, Ana Lígia - estudante de 1º ano de jornalismo Universidade do Vale do Paraíba/Univap - São José dos Campos/SP.
ATENÇÃO:
Em breve colocaremos no ar as respostas desta entrevista.
Cordelista Francisco Diniz
João Pessoa-PB.
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